Passavam trinta e sete minutos das sete da manhã. O despertador tocava desalmadamente. Na cama ela dormia, calma e placidamente como se de uma criança se tratasse.
A porta abriu-se de repente, a sua irmã entra ensonada, desliga o maldito aparelho que só faz barulho e retornou ao seu leito para mais um pouco de repouso.
Nesse dia ela levantou-se mais perto do pôr-do-sol do que do nascer. Acordou leve, repousada e conscientemente irresponsável.
Fez-lhe bem dormir, o sono foi benéfico, um verdadeiro tónico de esquecimento. Agora sim, sentia-se preparada para encarar a vida de frente.