Estava na altura de fazer uma remodelação aos links na coluna da direita, por isso sairam alguns que estavam mortos e entraram uns que estão vivinhos da silva, e são eles: o Diz Que..., o Enxoval, o Mulher-A-Dias, o Passa Aí o Lexotan e o Stress.
As outras novidades são as fotografias via Flickr que fornecem o meu lindo photoblog.
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Fotografia de Sansan
Mais uma semana que começa!
Mais uma segunda-feira!
Mais uma directa a estudar!
Mais uma frequência (daqui a umas horas)
É só alegria!
Enfim, BOM DIA a todos!!!
O último livro que li, ou melhor, devorei, foi Fica Comigo Esta Noite da Inês Pedrosa*. Este foi o tal livro comprado no hipermercado, como escrevi num post.
Não costumo ser uma assídua leitora de autores portugueses, e muito menos contemporâneos; não sei muito bem o porquê desta minha não-leitura, mas que o é um facto, isso é o.
Quanto ao livro em questão, gostei. Trata-se de um livro de contos, são no total 12, uns conseguiram tocar-me mais do que outros. Quanto à escrita propriamente dita, é fascinante. Existem frases que são de uma verdade simplista, mas não por isso, menos verdadeiras. Devo confessar, no entanto, que não gostei da narração na 1ª pessoa, uma constante em quase todos, ou mesmo todos os contos.
Aqui ficam algumas das frases que mais apreciei:
Vejo-te mas não te conheço ainda, quero conhecer-te mas não sei que palavras inventar para te puxar para a minha vida.
Junto de ti descobri, de repente, a alegria que trazia escondida numa cave no coração. Deixei de ter caves e sotãos dentro de mim, corredores escuros onde o vento do medo uivava. Nunca mais fui assombrado pelas roucas marés da infância.
Todo o amor é uma prisão, minha querida, uma prisão inventada por nós contra a escancarada brutalidade da vida.
A tua ideia de amor é essa - a instrução para a sobrevivência.
A vida não pode ser clandestina que o seja ao menos o amor.
Não me diga que a beleza está nos olhos de quem a vês, porque não é verdade. A beleza está é no coração de quem a sente.
Os homens presidem à morte como as mulheres presidem à vida - mas a morte escapa-lhes por entre os dedos, já não se trata de um coelho, um troféu, um inimigo. A morte escapa-lhes, e eles adquirem a transparente fragilidade das mulheers que se habituaram a ver os filhos partir, esquecendo-as a cada passo.
Antes da enxurrada que desregulou o relógio da morte, era nos dedos que o tempo endurecia, devagar, ponto a ponto, sob o fio de uma agulha ou de uma faca brilhando de ciúmes no meio da noite. O tempo tecia-se de juras interrompidas, traições anunciadas, matérias arrefecidas de amor e solidão. As mulheres tratavam de remendar o tempo, cumprindo promessas, trocando segredos, matando animais, convocando as santas. Nasciam já feitas. Os homens começavam meninos e depois rapazes. Preisavam de ritos, precisavam de maracas que os inscrevessem no tempo, que os recortassem da paisagem. Marcas que lhes concedessem a ilusão do domínio, a maior e a mais masculina das ilusões. Antes da enxurrada, os homens faziam-se pela força, as mulheres sentiam-se pela beleza.
Há no bem uma força contínua, uma música inesquecível que permanece para lá da fúria ruidosa do mal.
*PEDROSA, Inês; Fica Comigo Esta Noite; Lisboa: Publicações Dom Quixote, 3ª Edição, 2003.
Na próxima 6ª feira, 15 de Abril irá realizar-se o Seminário Napoleão I - Novos Olhares, Novas Leituras no Instituto Franco-Português. A organização deste seminário está a ser levada cabo pelo Instituto de Estudo Histórico-Militares Napoleão I, a que tenho o prazer e alegria de pertencer.
O Seminário irá focar várias temáticas desta grande figura mundial que foi Napoleão, indo desde a sua visão política, passando pela heráldica napoleónica até à cultura da época. Este seminário é uma excelente oportunidade para se saber mais sobre Napoleão Bonaparte assim como a época a que pertenceu.
Não será cobrada qualquer inscrição. Para mais informações, consultem o programa.
Contamos com a vossa presença, até lá, passem a palavra.
Donna Maria - Tudo é Para Sempre...

A Descobrir: Quase Perfeito e Pão P'rá Multidão
A uma média de duas vezes por mês costumo ir ao hipermercado com a minha irmã. O estabelecimento eleito é geralmente o Carrefour de Telheiras, não pela proximidade, mas pela qualidade dos produtos e de regra geral por nunca ter muita gente.
Como de todas as vezes que a minha irmã me propõe irmos a tal estabelcimento, eu nunca estou com vontade. Nada de mais natural, pois consegue-se desperdiçar perfeitamente uma noite entre os vários corredores, andando de um lado para o outro à caça de produtos, descobrindo outros que nos são impigindos pelo maravilhoso marketing.
A curta viagem de cerca de dez minutos até a esse antro de consumo consegue ser sempre um pequeno stress. Eu não sei conduzir, mas prezo-me de saber imensos caminhos apesar de não ter a habilidade de me sentra por detrás de um volnate e fazer com que a máquina ande. Assim sendo, a minha irmã, geralmente costuma perguntar-me qual o melhor caminho e enquanto circulamos eu lá lhe vou dando indicações. Não há uma só vez em façamos o caminho que ela acabe por não seguir uma das minhas indicações, ou por não ter ouvid ou por eu a ter dado mesmo em cima do momento de virar, o que impossibilita verdadeiramente o mudar de tracjetória. Ou seja, é sempre uma aventura tentar chegar e retornar para casa.
Ontem, lá fomos nós - para variar, não estava com vontade nenhuma de ir. Mas lá teve de ser, em prol do bem comum, da estabilidade familiar - pois acreditem, se não houver comida cá em casa, há sempre alguém a refilar. Assim que chegamos, consegui render-me ao consumismo que me impunham, pois havia a feira do livro, como haviam alguns livros que gostaria de comprar, lá dei uma vista de olhos e no final consegui até mesmo escolher um que me acompanhou pela noite de ontem.
Como o livro foi dos primeiro produtos a serem adquiridos, lá continuamos a nossa saga. Fomos à carne, depois ao peixe, passamos pelo corredor dos detergentes, tentando descobrir um detergente para a máquina da roupa que entrasse para o cartão, seguimos para a zona refrigerada onde nos atiramos para os legumes congelados, dando especial preferência aos bróculos, espinafres e à mistura mediterrânica (não por vontade própria, mas os nossos avôs parecem não comer outra coisa), após o que nos separámos, tendo eu ir buscar os iogurtes e a fruta e ela os acompanhanmentos (arroz, massa, etc...) e vegetais. Por fim, lá chegamos à caixa com tudo isto e mais alguns items, como uma caixa de croissants meio-cheia (é o que dá não jantar antes de ir às compras, tem de se comer enquanto se compra), garrafas de coca-cola e sei lá eu que mais.
Isto de ir muitas vezes ao mesmo supermercado tem muito que se lhe diga, para além de ficarmos a conhecer onde se encontram os produtos (o que não se aplica muito a um hipermercado, devido à sua grande extensão) até ficamos a conhecer os empregados das caixas - então não é que a senhora que estva na caixa já não nos tinha atendido uma vez, e pior, lembra-se de nós. Deve ter ficado a pensar que nos cá em casa somos no mínimo 15, pois compramos tudo às quantidades industriais. Não acreditem, somos só 5!
Tenho um projecto em mãos, ou melhor, na mente. Já se encontra alinhavado pelos rápidos pensamentos que trespassam a minha cabeça a cada minuto. Não posso propriamente, por enquanto, dizer de que se trata, pois é um presente, e apesar da pessoa a que o vou oferecer, costuma, muito de vez em quando visitar este humilde estabelecimento, se o divulgasse por inteiro arruinaria a surpresa. Posso, no entanto, dizer que envolve texto e imagens.
Espero poder reproduzir este meu projecto quando o tiver concretizado, se as minhas capacidade para trabalhos manuais não me desiludirem!
Enfim, desejam-me sorte!
Canção Da Névoa
Tristezas leva-as o vento;
Vão no vento; andam no ar...
Anda a espuma à tona de água
E à flor da noite o luar...
Vindes dum peito que sofre?
De uma folha a estiolar?
Donde vindes, donde vindes,
Tristezas que andais no ar?
Eflúvios, emanações,
Saídas da terra e do mar,
Sois nevoeiros de lágrimas
Que o vento espalha, no ar...
Suspiros brandos e leves
De avezinhas a expirar;
Ermas sombras de canções
Que ficaram por cantar!
Brancas tristezas subindo
Das fontes, que vão secar!
E das sombras que, à noitinha,
Ouve a gente murmurar.
Saudades, melancolias,
Que o Poeta vai aspirar...
Melancolias e mágoas,
Que são almas a voar.
E o Poeta solitário
Fica a cismar, a cismar...
Todo embebido em tristezas,
Levadas na onda do ar...
E o Poeta se transfigura,
É a voz do mundo a falar!
E aquela voz também vai
No vento que anda no ar...
Pink Martini - Hang On Little Tomato

A Descobrir: Hang on Little Tomato, Lilly, Una Notte a Napoli e Kikuchiyo to Mohshimasu.
fatalidade!!!

Quando ouvires o toque
dos sinos
lembra-te
eles guardam a filigrana
dos despojos dos dias.
if all of our secrets were exposed
would we be sharing the same bed
how 'bout if i broke the silence first
did i hear what you're thinking in your head
i need to be talked to, i need to be touched
i need you to hold me, i need to feel loved
and if i could open up to you
maybe i could open you up
but instead i got the phone call
just thought i'd call to let you know
i wanna be alone all night again
...foi cansativo, sonolento e muito pouco produtivo. Odeio dias assim.