No outro dia, ou melhor, no sábado passado, caminhava eu pelo Campo Pequeno saiada a meio de um almoço de Natal para ir para assitir a um seminário na Faculdade, quando uma senhora de idade indefinida, mas com certeza acima dos 60, me interpela e muito baixinho como quem tem vergonha me pergunta: "Sabe de alguma senhora que precisa de uma (empregada) interna?", ao que eu respondi verdadeiramente "Não, não sei." Antes de seguir caminho olho para baixo e reparar que ambas as mãos da senhora estavam ocupadas, seguravam dois grandes sacos de plástico que deveriam conter todos os tesouros por ela acumlados ao longo de uma vida de muito trabalho e sacrifício.
Lembro-me de mais tarde pensar o que seria feito dessa senhora. Será que alguém caridoso lhe deu guarida ou teria de passar a noite na rua, ao frio?
Se há algo que realmente me mete dó nesta vida é ver certas injustiças, como pessoas que toda a vida levaram uma vida honesta, com um trabalho modesto, mas honesta, serem trapaçeadas, feitas em gato sapato e acabando em situações muito precárias. Quando penso nisso, apercebo-me o quão afortunada sou e mais, o quão egoísta e comodista sou. É triste, mas é verdade, infelizmente!
és como eu.
não nascemos com a capacidade de nos tornarmos indiferentes.
é por isso que a vida às vezes nos doi tanto*
Por: galinha da vizinha às 20:04h de 27.12.2005
Espero q sim...fico smp à espera q, nas alturas certas, quem "está lá em cima" acorde para a vida!