Em certas ocasiões, durante o último dia do ano e a noite da passagem d'ano senti-me como o Mister Cellophane (para quem não sabe é uma música do musical Chicago). Consegui dar por mim, intimamente, pronunciando as palavras...
Cellophane
Mister cellophane
Should have been my name !!!!
Mister cellophane
'cause you can look right through me
Walk right by me
And never know I'm there!
Com isto não quero dizer que foi péssima a minha passagem d'ano, não foi. Foi bem divertida, mas senti que faltava algo. Estava rodeada de amigos, mas senti que não havia laços de cumplicidade entre mim e algum deles, e isso entristeceu-me, e agora que olho com relativa distância para o acontecimento chego à conclusão que uma amiga minha deduziu há muito, eu não me mostro às pessoas, não me abro, não partilho, verdadeiramente, e assim sendo, como pode haver cumplicidade, quando uma das partes se enclausura como uma ostra a proteger a sua pérola.
Talvez seja isso, talvez eu considere inconsientemente o meu interior, o meu espírito, o meu coração como uma ostra que tenha de ser resguardada das preversidades do mundo, mas o que eu não me apercebi, pelo menos até aqui, é que esse mesmo resguardo me afasta das pessoas, mesmo daquelas que gosto muito e talvez as force a afastarem-se de mim.
Vim aqui parar nem sei como, mas parabens pelo blog.
Já agora dá um salto no meu e comenta http://sardinhaemlata.blogspot.com
Tem sardinha fresca em latas de conserva :)
Pode também se achar por bem colocar aqui um link para o meu blog.
Fica bem
Por: Nakbrain às 17:40h de 06.01.2006