Ora pois, a comadre Sinhó lançou-me o seguinte sesafio, ao qual eu respondo agora...
O que queria eu ser quando fosse grande?
Que eu me lembre, não queria ser muitas coisas, mas para ser sincera não me lembro muito bem dos meus tempos de infância. Mais tarde, aquando da entrada na adolescêcia haviam três profissões que me despertavm o interesse, duas das quais podiam ser dois em um, passo a explicar.

Quando era mais nova, andava eu por volta dos 12 anos, tinha por hábito comprar uma revista francesa de seu nome Terre Sauvage, que tinha e continua a ter fotografias espetaculares da vida selvagem, os artigos, esses, não os lia porque o francês, não era o meu forte. Lembro-me que a revista era cara, mas eu não me importava nada de dar uma boa parte da minha mesada para apreciar aquelas obras de arte, as fotografias e os seres que nelas apareciam. Assim, imaginei que um dia gostaria de ser fotógrafa de vida selvagem, deambular por esse mundo fora a fotografar os animais que Noé colocou na sua Arca. Mas a minha paixão pelos animais, especial de grande porte era tão grande que também me imaginava a ser zoóloga numa qualquer reserva de vida natural em Áfriac. Daí o dois em um.
A minha outra profissão de sonho juvenil era ser realizadora de cinema. Sempre gostei de cinema, paixão essa despertada pela minha mãe que nos levava imensas vezes, mais tarde, após a sua morte continuei a ir ao cinema regularmente com a minha irmã, muitas vezes mais do que uma vez por semana e às vezes até duas vezes por dia. Hoje em dia não vou tanto, mas não deixo de ver filmes, vejop-os no conforto da minha casa, não sei se o DVD é uma praga ou uma benção, mas não há nada com estar no escuro de uma sala de cinema, a tentar ver tudo na massiva tela, e quando as luzes voltam, saimos da sala a pensar na mensagem que o autor queria passar. E por vezes pensar, também eu gostaria ser capaz de fazer isto!
Como este desafio tem de ser lançado a três pessoas, os sortudos são o Pedro, a comadre Cajú e a Isobel
Não sei o que é pior, se é ser novo e acreditar que afinal não podemos mudar o mundo. Se é ser velho e ainda sermos idealistas e acharmos que pudemos marcar a diferença.
O significado para menina presentes n'O Dicionário das ideias feitas (de Flaubert) encaixa como uma luva à definição de menina do PP. Se não acreditam leiam só.
Menina: Articular a palavra com ar recatado. As meninas são sempre pálidas e frágeis, sempre puras. Evitar-lhes toda a espécie de livros, as visitas aos museus, os teatros, e, sobretudo, o Jardim das Plantas, na secção dos macacos.
Utilizando esta ideia feita de Flaubert aos dias de hoje, e à situação em que nos encontamos, leria-se qualquer coisa como isto:
Menina: Articular a palavra com ar recatado, sobretudo quando elas dizem mais asneiras do que eles, e eles sentem inferiores! As meninas são sempre pálidas e frágeis, o que se deve ao excesso de alcóol no sangue devido à bebedeira consumada na noite anterior. Sempre aparaentemente puras, uma vez que já foram a Espanha fazer praticar uma interrupção voluntária de gravidez quando cá estão sempre a afirmar-se pró-vida (leia-se contra o aborto). Evitar-lhes toda a espécie de livros, pois tem dificuldade na leitura, as visitas aos museus, coitadas, para elas arte é poder mudar a muda de roupa pelo menos três vezes por dia, os teatros, não conseguem atingir toda a essência da obra e continuam durante a exibição perguntando impancientemente se não existem bonecos animados, e, sobretudo, o Jardim das Plantas, na secção dos macacos, uma vez que sofrem de um intenso cansaço da fogosa noite passada.
Hoje, à pouco, enquanto me dirigia calmamente para casa a pé, pensando em tudo o que tenho de estudar para amanhã, quando de repente ia esbarrando com um senhor que estava andando à minha frente que subitamente parou e estava pasmo a olhar para o chão, junto ao prédio, e que via ele, perguntão vocês, o que vi eu também, pura e simplesmente um pequenino Rato a alimentar-se, de vomitado!!! Só tenho duas palavras para me referir ao facto, as mesmas que pronunciei assim que tive esta bela visão - QUE NOJO!!!
Por isso, considerem-se avisados, se tiverem mal dispostos e tiverem que vomitar não o façam na rua, pois estaram a alimentar retos. Pensem nisso!
Os próximos posts são uma retrospectiva semanal! Posts que gostaria de ter escrito no próprio dia, mas por várias razões não o pude fazer!
"Nunca mais venho a Lisboa em dia de feira!"
Então não é que ontem, lá estava eu passeando pelo Marquês de Pombal a caminho de casa e na entrada do metro lá estavam elas (duas pessoas vestidas com uma cápsula), duas cápsulas sun,o novo detergente 3 em 1 para a sua máquina de lavar loiça a distribuir amostras. Como se isso não bastasse, hoje ao início da noite, lá me dirigi eu ao Atrium Saldanha, para mais um café, e advinhem quem lá estava, pois é, lá estavam elas à porta, a distribuir as suas irmãzinhas. Irra que é perseguição!!! Qualquer dia também me transformo em cápsula!
No entanto, lá me deram uma amostrazinha que hei de experimentar um dia destes!
...tou farta de fogareiros!!!
Então não é que ontem ia sendo atropelada por um! Ainda Por cima estava na passadeira e com o sinal verde (para peões)! Estúpido! Provavelmente a carta deve-lhe ter saído na Farinha Amparo!
Estou farta das suas manhas...
Estou farta de se acharem o supra-sumo da condução quando na maioria das vezes só sabem é causar acidentes...
Estou farta de apanhar taxistas que só querem conversa quando estou 20 minutos atrasada para um exame (estando reler os apontamentos pela última vez)...
Estou farta de apanhar fogarareiros que se auto-intitulam "o aproveitadinho" (pois, dessa vez, "o aproveitadinho" quase que chocou com um eléctrico)...
Estou farta de passar pela praça de táxis do Hospital de Santa Maria e ter de suster a respiração de forma a não me chegar ao nariz o belo perfume das necessidades fisiológicas dos ditos cujos...
Enfim, estou farta de fogareiros, taxistas, o que lhes quiserem chamar!
Desde já quero pedir desculpas, pelos erros ortográficos cometidos nos posts anteriores e os eventuais erros que poderi dar nesse post, mas uma vez que estou de férias no Bra sil e a porra deste teclado não é igual estas situações são propícias de acontecer.
Desejo a todos um óptimo 2004, melhor do que 2003, nem que seja por adquirimos mais sabedoria a cada ano que passa.

A nossa vida é como um tubo de ensaio, somos alvos de todo o tipo de experiências; por vezes sobrevivemos e por outras partimos!
Segundo li há uns tempos, Portugal pode ter violado (involuntariamente) o Protocolo de Quito devido aos incêndios que ocorreram no verão.
Agora pergunto-me eu, será que a quantidade de carvão utilizada para assar as belas de castanhas também não ajuda a essa violação involuntária? Se querem saber, eu cá prefiro que o Protocolo seja violado pela emissão de dióxido de carbono proveniente do belo do carvão utilizado para as castanhas do que não ter castanhas nenhumas! E con isto, desejo-vos a todos um excelente São Martinho, e já sabem, com muitas castanhas e jeropiga [ou água pé para quem preferir].